10 de setembro de 2010

[Aquele sem nome]

Oi. Já conseguiu fazer um amigo?

Eu nasci há 19 anos atrás.
Hoje eu percebi uma coisa que nem meus pais, nem a escola e nem eu mesmo tinha me ensinado.

Minha infância pode ser resumida a livros, cadernos, lições de casa e refrigerantes.
Minha pré adolescência, a descontroles emocionais, livros, cadernos e brincadeiras estúpidas com amigos da escola.
Minha adolescência não passou de uma fase maçante, onde eu não me encontrei. Conheci umas pessoas, manti os amigos de infância e pré adolescência, conheci mais algumas pessoas que me acompanharam por um pouco mais de tempo, mas só as conheci.

Nunca as tive, e, quem sabe, agora seja tarde pra tentar conquistá-las.

Nunca fui bom em relacionamentos, tanto relacionamentos-relacionamentos quanto relacionamentos-... .

Talvez porque meu melhor amigo de infância tenha sido uma cartilha de língua portuguesa outra de matemática..
Ou porque o irmão que eu sempre quis tenha sido um estojo em forma de bicho e meus melhores amigos da pré adolescência eram todos os meus amigos e conhecidos e essas três, ou talvez quatro pessoas também tenham vivido mal cerca de 3/4 das suas vidas.

Estudar a vida toda, ou ficar na frente da televisão ou computador o dia todo, ou talvez dedicar-se totalmente a um objetivo não valha a pena.
Algumas coisas que são perdidas podem ser muito difíceis de serem recuperadas e você acaba percebendo que deveria ter vivido mais.

Coisas pequenas podem destruir sua vida, mas outras menores ainda podem manter sua vida psicológica saudável ou ativa.

Coisas minúsculas como ajudar sua mãe com as sacolas de compras, correr em volta da casa com seu cachorro, deixar sua irmã usar o computador por pelo menos 10% do tempo que você fica por dia, tentar ser gentil, mas honesto, educado e simpático com as pessoas, tirar fotos com sua tia, mãe, pai, irmã, cachorro, cachorro da sua tia, primos, primas, avós ou até de coisas inanimadas, como a arrumação do seu quarto, algum desenho que tenha feito, algum lugar que tenha visitado, o pôr do sol visto da janela do seu quarto, sua cara remelenta quando você acorda.. registrar momentos, tanto por fotografias, textos, músicas quanto dentro da sua cabeça, não como um veneno, mas como uma coisa que tenha valido e te sirva como alavanca pra continuar seus dias até que alguma coisa aconteça ou te apareça pra te tirar do rumo e te faça o bem que você tanto tentou conquistar sozinho.

Talvez essa minha ausência de socialização me traga algum benefício, ou apenas mais caracteres no meu Twitter. Ou talvez eu esteja enganado.

Entenderam ou querem que eu desenhe? Porra.


[Segunda opinião no próximo post]

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