3 de abril de 2012

A parábola do lenhador e da raposa.

Há muito tempo atrás, havia um homem, seu filho e sua raposa de estimação.

Eles viviam numa casa simples, no meio da floresta.
O homem, aparentando 35 anos de idade, saía todas as manhãs para cortar lenha e buscar algum alimento para ele e seu filho de apenas alguns meses de vida cujo a mãe morrera no parto.

Sempre que saía de casa o homem dava um beijo na fronte do bebê e assoviava chamando a raposa e dizia:
"Estou saindo. Cuide da casa por mim que será recompensada"
E sempre que voltava para casa o homem verificava a ordem e recompensava a pequena animala com um esquilo ou quati que matara durante a manhã.

Certa manhã o homem repetiu todos os procedimentos necessários para evadir-se da residência.
Cerca de 3 horas depois ele chega em casa. Entra.
Na sala, vê um enorme rastro de sangue.
A casa era um silêncio só.

Seguiu o rastro de sangue que direcionava para o quarto do filho.
Parada na porta, com um sorriso frio e aliviado a raposa olhava para o homem, que ainda com o machado na mão, abriu a cabeça da raposa.

Depois disso, cortou-a em vários pedaços. Chutou os filés de raposa espalhando-os pelos cantos da casa, pintando o chão de vermelho escuro.

Depois de terminar a produção de carne moída, o homem seguiu o rastro de sangue e viu que do lado do berço tinha uma cobra morta que a raposa matara para defender o filho do lenhador.
O homem olhou dentro do berço e seu filho continuava dormindo sem saber o que tinha acontecido.

Muito puto da cara por ter perdido um guarda costas escravo, o homem puxa um cigarro do bolso acende com um palito de fósforo e joga o palito ainda aceso dentro do berço da criança.

Pega o filho em chamas nos braços, joga-o no chão com violência e pisa em sua cabeça.
Continua pisando no cadáver da criança até que a casa toda fosse consumida pelas chamas e os 3 moradores daquela cabana fossem carbonizados.

FIM :)

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